Posted on /by larisimon

O que é ser uma boa mãe?!

O que é ser uma boa mãe??? Se alguém lhe perguntasse: “você se considera uma boa mãe?”, o que você responderia?! 


Grande parte das mães que eu conheço diria um categórico “NÃO!!! não tenho paciência, dei bico, não tirei ainda da minha cama, grito muito, até já bati” e mais uma infinidade de justificativas que fazem com que elas se sintam as piores mães do mundo… 
Um número menor, mas também significativo de mães, do alto da sua incapacidade de admitir pra si mesma e principalmente para os outros suas “falhas” diria um belo e sonoro “CLARO!!! eu dedico bastante tempo pra ele, só dou comidas saudáveis, ele mamou no peito até os dois anos, é o primeiro da classe, pratico os ensinamentos da Super Nany” e mais outras tantas qualidades que fazem com que elas “pareçam” as melhores mães do mundo. 
Já um número muito pequeno de mães, mas que vem crescendo nos últimos anos (graças a Deus!), diria algo do tipo: “SIM, apesar das falhas eu sou a melhor mãe que consigo ser e estou sempre tentando me conhecer pra melhorar cada vez mais”! 


Mas o que exatamente é ser uma boa mãe? Quais são as qualidades que definem uma boa mãe? Será que a boa mãe é boa para qualquer criança? E a boa mãe é boa sempre??? Pois é, essas respostas não são simples e não são fáceis, mas vou te contar o que penso à respeito depois de ler muito e vivenciar a maternidade de duas maneiras completamente diferentes ao longo desses quase 7 anos de maternagem…


As mães do primeiro grupo criaram, como a maioria de nós, uma idealização da maternidade: “quando tiver meu filho ele vai ser de tal jeito, vou fazer assim, vou fazer assado, não vou admitir tal e tal comportamento, vou seguir a linha tal de educação” e tantas outras idealizações que caem por terra no momento que o bebê frágil se encontra em nossos braços. A sociedade criou um cenário que simplesmente não condiz com todas as dificuldades reais da maternidade, o que causa uma grande decepção e nos torna eternas culpadas pelos tais e tais comportamentos que consideramos ideais e que não conseguimos ter!


As mães do segundo grupo igualmente idealizaram e se sentem absurdamente culpadas também, mas essa culpa é tão intensa que elas não conseguem ser verdadeiras com elas mesmas e com os outros sobre as dificuldades de ser mãe, afinal, se a sociedade diz que a maternidade é um mar de rosas e elas queriam tanto ter um filho, como podem estar assim tão tristes, tão cansadas, tão frustradas??? Então, dá-lhe mentira! E a pior delas é mentir pra si mesma… É um gasto de energia imenso viver na mentira!


Mas as mães do terceiro grupo, ah, essas já passaram por muita culpa e mentira até chegarem no que eu chamo de maternidade consciente!!! E o que vem a ser isso??? A consciência de que não existe nenhuma mãe igual a outra, nenhum bebê igual o outro e que a pior maneira de maternar é tentar seguir um padrão!!! É claro que é importante ler, se informar, ver o que a ciência tem a dizer sobre o desenvolvimento infantil, as linhas de educação, as orientações do pediatra e das outras mães. Mas na prática, a teoria é muito diferente… E o que se aplica para uma mãe e funciona super bem para um bebê, pode não funcionar para outro e assim por diante. Maternagem consciente tem a ver com se conhecer, curar as feridas da própria infância, aprender a se conectar com a sua própria essência e assim ser capaz de se conectar à essência de cada filho. E isso dá um trabalho… Mas é tão mais profundo e recompensador do que simplesmente seguir o que o pesquisador fulano diz, ou o que a vizinha fez com o filho dela! É lindo e transformador…


Mas voltando a pergunta do início, o que é ser uma boa mãe? Pra mim, é exatamente isso: ser você mesma, com todas as virtudes e defeitos!!! Você é a melhor mãe que seu filho pode ter, desde que tome contato com a sua essência: aquela pessoinha que mora dentro de você e te ajuda a definir o que é o melhor para você e o seu bebê; que consegue calar a indústria parental que vende milhões de maneiras do seu filho dormir a noite toda, impor os limites que ele precisa, que quer te vender mil e uma bugigangas que mais atrapalham do que ajudam no desenvolvimento do bebê; que quer te fazer pensar que a cadeirinha da marca X é melhor que seu colo e seu leite; que quer te impedir de seguir um modelo que só você, seu bebê e seu(sua) companheiro(a) (se ele(a) existir) sabem fazer.

Acredite em você! Ouça a sua essência! Trabalhe seu interior! O resto é conversa da indústria e competição entre mães… Mas isso é assunto para outro texto!!!

Deixe uma resposta